Desde os 13 anos, sabe o que eu mais gosto? Escrever.
Engraçado, porque nas aulas de Redação/Oficina de Texto eu mal tocava no caderno e, sinceramente, fiz as tarefas só porque eram tarefas. Se tem coisa que me deixa louca é ter prazo para entregar, por exemplo, uma crônica. Qual a graça de escrever um texto formatado pelo professor dentro de 24h? Mal dá para viver uma boa história nesse tempo, que dirá criar uma.
Porque, vamos ser sinceros, escrevemos aquilo que vemos. Só. Narrativas são trechos da vida do autor transcritos e camuflados com personagens que, diz ele, foram criados. "Na vida, nada se cria; tudo se copia" nunca foi uma verdade tão absoluta, nesse caso. Pomos em cada ficção a realidade que vivemos, preconceitos com que lutamos, pessoas que conhecemos e até mesmo desejos que reprimimos.
Somos o que expomos, e esperamos que nossas vidas distorcidas sejam interessantes aos olhos dos outros. E quando é, não tem como negar, a sensação é maravilhosa. Digo por mim, pelo meu - relativamente - curto tempo de experiência, o reconhecimento é um presente melhor que números na conta bancária. De verdade. Como disse uma vez Vinicius de Moraes, "Escrever prosa é uma arte ingrata". Se eu quisesse ser rica, nem começaria a escrever.
Mas desapegando do julgamento do que me parece certo, não há prazer maior que se deixar viver uma história e narrá-la para alguém se sentir parte dela. Ter a liberdade de desapegar do mundo e se afundar no "E se...". Mesclar realidade e imaginação só não é melhor porque não é possível algo ser mais que incrível.
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